Produtividade, a incessante busca


A solução parece lógica, diminuir as despesas ou aumentar a produção. Sabemos porem, que são forças inversas e de proporções diferentes, que fazem do problema uma questão difícil.

Na atual situação, em que o mercado bastante competitivo, se intensifica a necessidade de uma maior performance de produtividade, qualidade e preço, onde o resultado operacional se torna ponto alto na administração dos negócios.

A busca de sistema e técnicas para a obtenção de melhores resultados tem tirado o sono de muitos empresários e administradores brasileiros.

O caminho é um só: “Equilíbrio e participação”.

Para que possamos definir este procedimento, comparemos uma empresa a um conjunto operacional mecânico, que funciona através de componentes administrativos que movimentam a máquina.

O volume de venda traciona a máquina de transformação, que movimenta uma bomba de absorção de combustível (despesas).

Se o volume de vendas for suficiente para tracionar a máquina fazendo funcionar a bomba, esta absorvendo por completo todo o combustível, dizemos que a empresa está no seu ponto de equilíbrio.

Contudo, se o volume de vendas for menor ou o combustível for de quantidade maior que o poder de absorção da bomba, haverá excesso de despesas, transformando em prejuízo.

Porém, se o volume de vendas tracionarem a máquina de forma a absorver todas as despesas, e houver sobra de energia, portanto sobra de recursos, estes se transformarão em lucro.

Colocado desta maneira, é simples comandar uma empresa para que possamos conseguir resultados operacionais positivos, bastando se adequar o volume de vendas, com as despesas consumidas pela máquina operacional.

A técnica é buscar o equilíbrio dos recursos através de uma administração participativa completa, que se obtém através da conscientização da estrutura.

A produtividade é resultado positivo de esforços, portanto o caminho da conscientização parte do conhecimento de uma só filosofia de trabalho.

Sabemos que se obtém um melhor resultado, com um esforço concentrado da estrutura organizacional, partindo de uma união de escalões, ou seja, a empresa como um todo, voltada para um objetivo único.

A conduta administrativa é fator importante na obtenção de resultados em relação à produtividade. Somam-se a ela, as condições de trabalho e a motivação de pessoal.

O primeiro fator demanda de uma simples observação no comportamento do trabalhador e suas necessidades básicas em relação ao seu posto, já o motivacional, demanda de uma maior aproximação com os empregados para identificar suas necessidades mais profundas.

Por esta razão, as estruturas mais compactas de produção levam vantagens em relação às grandes estruturas, pois a proximidade da chefia com a mão de obra, tanto física como funcionalmente, facilita o processo participativo.

A discussão de problemas, a responsabilidade e a conscientização dos mesmos, faz parte do processo participativo. A busca incessante de um melhor aproveitamento dos recursos passa a ser objetivo comum dos participantes da empresa, que por sua vez, distribuem melhor os resultados.

Poucas são as empresas que funcionam em equilíbrio constante. Certamente não são as que apresentam sobra de recursos no momento de uma análise, mas são aquelas que se adaptam a toda e qualquer situação imposta ou influenciada pelo governo ou mercado.

Portanto, com a formação cultural e política das empresas na busca do equilíbrio mencionado, não só se obtém a produtividade, mas o que é mais importante, a harmonia dos esforços, o que qualifica empresa como “Forte e Duradoura”.

È tempo de mudanças, mas principalmente é tempo de excepcionais oportunidades. O próprio processo de inovação esta mudando. É preciso começar já para não ficar a margem da competitividade.

#GestãoModerna

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