Estoques. Uma necessidade operacional ou investimento?


Esta indagação é comum nas empresas industriais e comerciais,

, que nos levam a raciocínios antagônicos em relação à finalidade específica pela qual as empresas foram criadas.

Para que possamos entender o mecanismo que influência a política de estoques, deves-se lembrar que outrora o tamanho dos estoques era a medida de riqueza das empresas.

Contrariando alguns autores, o empresariado nacional é tradicionalista tem aversão a mudanças.

Dentro do funcionamento da máquina econômica industrial, tem-se notado que a alimentação constante da matéria-prima não se trata puramente de necessidade operacional, mas também de um volume de tamanho suficiente para cobrir deficiências, como planejamento mal feito, compras mal dimensionadas, produtividade baixa e balanceamento de recursos mal distribuídos, bem como satisfazer as exigências do fornecedor ou ainda, cobrir a incerteza do fornecimento, a qual não pode classificar como sendo necessárias para o bom andamento do processo produtivo das empresas, mas como falhas administrativas que são minimizadas com o aumento deliberado dos estoques nos almoxarifados e em processo.

Outro fator marcante no dia-a-dia das empresas é a especulação de mercado, que não podemos também caracterizar como sendo produto econômico das empresas, mas como fruto de negociações ou compras de oportunidade, e/ou como investimento financeiro, mais propriamente uma forma de aplicação dos valores remanescentes de resultado econômico da máquina operacional, portanto, não trazendo nenhum valor como resultado de trabalho, sendo o mesmo passado para segundo plano.

O estoque excessivo implica inúmeros custos que oneram brutalmente os investimentos, que inevitavelmente levam ao repasse para as mercadorias vendidas e conseqüentemente na elevação dos juros sobre o capital, dando continuidade ao processo de desvalorização dos resultados operacionais do trabalho, no confronto com as aplicações financeiras e por outro lado, a estratégia do estoque “zero”, elimina a maior parte dos custos operacionais decorrentes da existência, dos mesmos, tendo assim um efeito inverso na economia.

Criar um perfeito entendimento da diferença pode trazer grandes benefícios para empresa e para economia do nosso País.

#GestãodeMateriais

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